• O FIM DO JEJUM
    O povo evangélico dos dias atuais, continua fazendo jus a palavra de Oséias 4:6, que diz: o
    meu povo foi destruído porque lhe faltou o CONHECIMENTO. (Ao que parece o grande
    problema vem perpetuando-se (Oséias 4:6 e 6:6).
    Em todo o tempo insistimos em dizer que vivemos na graça (Ef. 2:8), mas não abrimos
    mão dos nossos legalismos pessoais, estamos sempre a buscar ...uma auto-justificação,
    procurando alcançar Deus, por nossos próprios méritos, e não recebê-lo mediante graça
    (favor imerecido).
    Em João 5:39, o Senhor Jesus não nos manda a uma simples leitura das Escrituras, mas a
    um EXAME. Examinar não é simplesmente ler.
    A exemplo disto vemos em Atos 8:26, 40, quando Filipe é enviado a falar ao eunuco, ele
    pergunta: entendes tu o que lês? Ora, se uma simples leitura bíblica fosse o suficiente para
    a compreensão das narrativas, a pergunta não teria fundamento. Porém a resposta do
    eunuco, é clara: como entenderei se não há quem me explique.
    O fato acima nos trás justificativa ao que Paulo escreve, que uns são para doutores, outros
    mestres, outros operadores de maravilhas, em fim, Deus é quem levanta os seus ministros (I
    Cor. 12:7-11).
    Concluindo então, fica claro que não basta uma simples leitura, para afirmarmos o que a
    Bíblia diz. A Bíblia só passa a ser a palavra de Deus, depois de orarmos, meditarmos,
    compararmos, pesquisarmos, compreender os costumes de épocas, contextos e cenários em
    que determinadas expressões e atos vieram a existência, e depois de plenamente convictos,
    sermos em fim capazes de apostar a vida no que ora concluímos. Isto, é claro, não é da
    noite para o dia, como alguns ignorantemente tentam fazer, caindo em abismos e puxando
    outros.
    Por falta de conhecimento dos fatos descritos, é que muitos têm se extraviado por seus
    próprios caminhos, e ao invés de santos tornam-se loucos, e daí partem os absurdos como:
    1- Um diz que as mulheres não podem cortar o cabelo, e dizem que está na Bíblia.
    2- Outros dizem que as mulheres têm que usar o véu.
    3- Criam padrões de vestes para a Igreja e, incrivelmente, dizem que está na Bíblia.
    4- Fazem exaustivas campanhas exploradas, e dizem estar na Bíblia.
    5- Dizem-se até predestinados desde o ventre...
    6- Dizem que o Pai, Filho e Espírito Santo são um...
    Bem, estes e outros fatos profanos fazem parte da equivocada vida de muitos, porque
    pensam que em uma simples e superficial leitura, podem entender o que diz a Bíblia. A
    exemplo do eunuco, eles não entendem o que lêem.
    OUTROS EXEMPLOSEm Habacuque 3:17, o profeta diz: Ainda que a figueira não floresça. Ora, nós nunca vimos
    uma figueira florescer, seus frutos nascem direto do caule; então o que o profeta estaria
    dizendo na verdade?
    Em Mt.21:19, O Senhor Jesus amaldiçoou uma figueira porque não tinha figo (mas não era
    tempo de figo), então, o que diríamos, que ato insano? Eu pergunto: Entendes o que lês?
    Juízes 9:10, Mateus 24:32, Marcos 13:38, Lucas 13:06, e outras passagens nos falam da
    figueira, daí, eu repito: Examinai, e não somente ler.
     Figueira = Nação de Israel
     Florescer = corresponder aos desígnios divinos
     Não nascer mais fruto = João 1:11, 12 (amaldiçoados).
    Muito bem, espero que esta pequena introdução seja suficiente para provar-lhe que, talvez
    hoje você esteja praticando muitas coisas, e que pensa até estar agradando a Deus, mas na
    verdade Deus não está nem aí; pois o compromisso de Deus é com a sua palavra (Jeremias
    1:12).
    Deus não tem compromisso com nossos legalismos, ou auto suficiências, ou ainda com as
    ignorâncias que os seres humanos venham criar para se auto-justificarem perante o Senhor.
    Deus não leva em conta o tempo da ignorância, mas também não é culpado por ela (At.
    17:30)
    Deus não aceita que O sirvamos como queiramos, mas somente como ele mesmo determina
    em sua palavra.
    VAMOS A QUESTÃO DO JEJUM – ISAIAS 58. 1, 12
    O primeiro erro dos meus diletos irmãos, constitui-se em dizer que, Moisés jejuou 40 dias e
    noites, o que é impossível a qualquer ser humano (Ex. 24:15,18), e examinando Deut.9:9-
    19, concluímos que o suposto jejum durou na verdade 80 dias. A minha pergunta é
    simples... Isto é possível?
    Não existe nenhum ser humano que possa passar sete dias sem beber água, o que dizer de
    40 dias. Como poderemos ser tão inocentes, ou quem sabe irmos a um estado de loucura
    mais profundo, e não considerar Moises um homem.
    ANALIZANDO FATOS E DICIONÁRIOS CONCLUIMOS;
    1- Jejum: É uma determinação de alguém em abster-se de gêneros alimentícios ( é
    a própria pessoa que se auto programa ao fato).
    2- Ficar sem comer:Pode não representar um jejum (determinação pessoal). Mas um
    envolvimento em uma dada situação em que o ser humano foi submetido à abstinência,
    até mesmo por ficar impossibilitado de lançar mão da alimentação.
    Este segundo episódio, é o que claramente ocorrem com Moises. Ao estar no monte
    deserto, onde não havia alimento ou água, Moisés, subiu sem saber o tempo que lá
    permaneceria; a nuvem de Deus encobriu-o, e ali, todos aqueles dias e noites (sem comer,
    beber ou dormir), recebeu Moisés inúmeras revelações.Os propósitos de Deus não podem ser obstruídos por absolutamente nenhuma situação, e
    até a necessidade física/orgânica de Moisés, Deus na sua soberania e transcendentalismo
    supriu, ou simplesmente fez desaparecer, até que armazenasse em seu espírito tudo que
    desejava.
    Por fim, Moisés não determinou jejuar, mas a propósito de Deus o manteve em tal situação
    até concluir seus desígnios.
    *Elias – I Reis 19:1-18
    Na passagem em epígrafe, vamos mais uma vez, nos deparar com os proféticos
    40(quarenta). Número de grande importância para a nação de Israel.
    Aqui, mais uma vez, vemos o grande profeta Elias caminhar pelo deserto por 40 dias e
    noites, antecedendo ao episódio, o fato de ter sido alimentado por um anjo, o qual lhe
    trouxe algo espiritual, e que também supriu-lhe todo o natural.
    Não vemos em hipótese alguma uma pré-disposição, ou determinação de Elias em jejuar,
    mas entendemos que mais uma vez, tal qual Moisés, havia um propósito de Deus em levalo ao Monte Horebe para com ele falar, dar-lhe diretrizes e experiências, e neste trajeto,
    simplesmente as necessidades de Elias foram supridas pelo poder de Deus, ou seja, é o
    espiritual, suprindo o natural. Nada impede os propósitos de Deus.
    Desde o AT... Não encontramos qualquer passagem Bíblica que pudéssemos toma-la como
    regra ou mandamento de jejum; contudo, muitos, sem a devida pesquisas insistem em
    afirmar o que não podem provar... Existem milhares de livros loucos, que tentam até
    ensinar como jejuar: Isto é realmente o cúmulo da ignorância e do absurdo.
    Desde o AT... Quando o povo de Israel ia ao jejum, o contexto não difere; é sempre uma
    situação de catástrofe que os envolve, quer seja praga, fomes, guerras ou similares. O
    jejum era algo (costume) que fazia parte exclusiva da cultura judaica (jamais gentílica). O
    evangelho de Jesus não é composto de costumes, mas ensinos, mandamentos exclusivos de
    Jesus. Em Gálatas, vemos o apóstolo Paulo destronar todos os conceitos Judaicos,
    mostrando que a nova revelação é infinitamente superior.
     O Profeta Desconhecido – (I Reis 13:1-10).
    Na referida passagem, especificamente no verso (8) oito, vemos que este profeta tinha uma
    ordem Divina pessoal, expressa para não comer ou beber naquele lugar; não houve
    determinação pessoal do profeta, mas ordem divina específica de Deus para o profeta.
    Este homem não jejuou, mas ficou sem comer por obediência, o que é extremamente
    diferente. Contudo, mais adiante vemos que o mesmo desobedece, e isto custou-lhe a vida;
    pois havia uma ordem direta.
    Quero repetir que o entendimento da Bíblia requer muito estudo, dependência do Espírito
    Santo, e dos mestres que Deus levantar, por isso também, somos alertados quanto aos falsos
    mestres. Porém, ao povo sincero e temente, o Senhor dirigirá ao seu verdadeiro aprisco.FATOS QUE PROVAM A NECESSIDADE DE ESTUDO
    1 – Isaias 66:3 – Lateralmente, este verso seria uma grande confusão, mas se entendermos
    que trata-se de uma revelação para a dispensação do milênio, então, tudo estará bem.
    2 – I Samuel 15:11 e I Samuel 15:29
    Aqui acharíamos contradição; afinal, Deus se arrepende ou não? Ora, o que é onisciente,
    certamente não tem arrependimento. Aqui eu encontro uma linguagem chamada
    antropomorfismo, ou seja, o escritor do livro utilizando-se do linguajar que lhe e comum.
    Logicamente é a linguagem humana, comum, que devemos usar para que possamos nos
    expressar, mesmo quando falamos das coisas espirituais, e isto, devido a falta de estudo de
    muitos, acaba conduzindo-os ao erro; mesmo tendo bom coração.
    3- (a) ISm 31:1,4 e (b) II Sm 1:1,10
    Vemos que na passagem (a), a Bíblia afirma que Saul suicidou-se, e na passagem (b), a
    escritura revela o que um homem disse ao rei Davi, porém, não se detém quanto a
    veracidade do fato(aí vemos apenas uma narrativa). Na primeira passagem (a), entretanto;
    há uma afirmativa. Enfim, podemos afirmar que Saul suicidou-se, e o amalequita, que
    desejava alguma exaltação; por sua mentira, recebeu a morte. ( veja I Cron. 10 ).
    DE VOLTA A QUESTÃO DO JEJUM
    A) Mateus 17:14 -21, observamos:
    1- No verso 17, O Senhor Jesus diz: Geração Incrédula, mostrando que o demônio
    encontrou resistência na falta de fé dos discípulos.
    2- No verso 20, dentro do mesmo contexto,o grande enfoque de Jesus volta-se para a
    questão da fé.
    3- Somente no verso 21, vemos citação a jejum e a oração, sendo assim, o maior enfoque
    fica para a questão da fé, CONTUDO: Lembramos que NOTAS bíblicas (Ed. Rev. E
    atualizada da SBB, 1969 e Ed. Alfalit), revelam que este trecho NÃO faz parte dos
    manuscritos adotados, sendo apenas nota de estudo de João Ferreira de Almeida.
    B) Marcos 9:14 -29, observemos:
    1- No verso 19, o Senhor Jesus enfatiza a falta da fé novamente.
    2- No verso 23, mas uma vez faz-se alusão a fé.
    3- No verso 29, fala de oração e jejum; porém, esta passagem de Marcos, nas Bíblias mais
    atualizada de estudos, traz nota de rodapé, revelando que esta palavra (jejum), não faz
    parte dos melhores manuscritos adotados. (Ed. Rev. At. SBB, 1969 e Ed. Alfalit).
    C) Lucas 9:37 - 42
    No verso 41, o único enfoque que vemos, diz respeito à incredulidade (falta de fé), e nada
    mais.A final de contas, porque aquele demônio não saiu? – As passagens correlatas, enfatizam
    muito mais a falta de fé, do que a pratica de jejum, pois Hb 11:6, revela que sem fé é
    impossível agradar a Deus, porem, isso não é dito a respeito de jejum.
    PRESTE MUITA ATENÇÃO
    - a) Em Zacarias 8:19, diz que o jejum será gozo, alegria ,e festa.
    - b) Em Isaías 58:1-11, vai mostrar o que realmente agrada a Deus.
    - Seguindo nos estudos vamos concluir que, nem no AT. ou no NT, existe mandamento
    algum à prática do jejum. Vemos que o Senhor Jesus nunca se ateve a uma política de
    ensino desta prática, como por exemplo, o faz quanto à oração. A Bíblia revela as
    muitas retiradas de Jesus às orações (mas nunca fala de jejum).
    DETALHE: Sendo JESUS HOMEM (o verbo se fez carne), ou seja, despiu-se de sua glória
    (divindade), dependia então, como qualquer homem, da direção divina obtida na oração, e
    não estava fora dos limites das necessidades como qualquer homem.
    ENTENDENDO UM POUCO MAIS
    - Mateus 9:14-15
    Esta passagem esta dentro do contexto de calamidade (Jesus ser tirado dos discípulos).
    Jesus NÃO mandou jejuar, disse que eles jejuariam. Aqueles três dias em que Jesus lhes foi
    tirado, e ainda o Espírito Santo não houvera sido dado, está enquadrado no contexto
    calamitoso do AT., aqueles três dias devem Ter sido terríveis.
    ATENÇÃO: Quando alguém jejua pelos seus pecados, expressa uma calamidade dupla;
    primeiro pelos seus pecados, e segundo por sua falta de conhecimento Bíblico. A Bíblia
    revela o único caminho para alcançarmos o perdão (I João 1:9).
    OBS: Não estou me importando se todos vão compreender o que tenho dito, e ainda direi;
    pois cada um anda na fé e conhecimento que alcançou, porem deixo claro que o meu temor
    é ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo; e na Bíblia como Palavra de Deus, eu aposto a
    minha vida e aceito desafios.
    MATEUS CAP.4 E LUCAS CAP.4
    Ambas as passagens relatam fatos da estadia de Jesus no deserto, período em que foi
    TENTADO pelo diabo.
    Você deve notar o grifo na palavra tentado, é exatamente isto o que a Bíblia concorda,
    porém eu quero indagar. Você entende o que lê? Veja bem, isto é possível? Como pode o
    Deus filho, Senhor da Glória, Divino, ser tentado pelo mal (pelo diabo)? É claro que não
    pode, isto seria um absurdo; pois Tiago vai revelar que a divindade não pode ser tentada
    pelo mal (Tiago 1:13). Então, o que concluímos é que, o Jesus tentado não foi o Jesus
    divino, mas o Jesus homem, o verbo que se fez carne e habitou entre nós – estou falando de
    um único Jesus (João 1:14), e quem não confessa isso não procede de Deus (I João 4:1-3).Por fim, já provamos que o Jesus tentado não estava, ou não podia estar, investindo de seus
    atributos divinos; pois o pai o enviou a terra não como Deus, mas como homem, nascido de
    mulher (Gn 3:15), para cumprir os seus propósitos.
    OBSERVE: A grande glória do episódio do da tentação, é a vitória do Jesus homem sobre a
    representação máxima das trevas, mostrando que, assim como ele (homem) venceu, nós
    também podemos vencer seguindo seu exemplo, ou seja, vivendo, e lançando mão do que
    está escrito.
    - O Jesus divino é o verbo, mas o Jesus humano, lançou mão do verbo (palavra), e
    venceu.
    Em fim, temos claramente compreendido, que Cristo despiu-se de sua Glória, ou seja; abriu
    mão de seus atributos divinos, para cumprir, como homem, o propósito do pai revelado em
    Gn. 3:15. Mais resumidamente queremos lembrar que o Jesus tentado era humano, sendo
    assim, não poderia lançar mão da divindade e transformar as pedras em pães; pois iria
    contrariar o plano divino de ele estar na terra como homem, e não como Deus.
    CONCLUSÃO
    Sabendo que o Jesus DIVINO não precisaria jejuar (lógico), e que o Jesus-Homem NÃO
    PODERIA jejuar 40 dias (qualquer citação contrária é profana), como explicar o
    aparecimento do vocábulo jejum nas referências de Mt.4 e Luc 4. Na verdade já temos
    comentado isto, todavia vamos ressaltar que, somente Mt. 4 usa a palavra jejum, porém
    Lucas (que era médico), diz: Naqueles dias não comeu coisa alguma, o que é bem
    diferente, e que também concorda com a definição do dicionário.
    FINALIZANDO
    Para finalizarmos, o que acontecem com esse Jesus-Homem, que foi tentado, foi o mesmo
    ocorrido a Moisés e a Elias, ou seja: por estarem envolvidos em uma ordem divina, em um
    cumprimento de obediência, todos, de igual modo, tiveram as suas necessidades naturais
    supridas pelo espiritual (DEUS), ou seja, não precisaram comer, beber, ou dormir; pois o
    propósito de Deus não pode ser interrompido.
    Definitivamente não há regra ou mandamento de jejum para a Igreja do novo testamento.
    IMPORTANTE. Não esqueça que nenhum dos apóstolos em seus escritos, deram
    continuidade a este tipo de assunto ou ensino, ficando claro não ser este fato fundamental.
    ATENÇÃO: Em Ef. 6:10-20, O jejum não faz parte da armadura do crente.
    Permita-me declarar que, quanto à questão de jejuar, já fui o numero um; pois não possuía a
    cultura bíblica que possuo hoje. Quero, pois afirmar, que todas as vezes que me utilizei
    desta tradição, nunca me senti mais forte ou mais disposto; ao contrario sentia-me sempre
    debilitado e enfraquecido.Ulceras, gastrites e anemias, tem sido a herança dos praticantes
    do jejum.
    Este estudo faz parte do Livro GERAÇÃO JESUS CRISTO, Uma Palavra de Revolução.
    Geração Jesus Cristo.– Pr. Tupirani H. Lores
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